– Livro Amarelo

Tô de saco cheio de ler e de escrever notícias tristes – eu disse pra mãe, nós dois na cozinha, no meio da pandemia.

– Então por que escolheste ser jornalista?

Quem de nós não sentiu naquele momento, e continua sentindo hoje, a necessidade de uma pausa na angústia, um respiro de esperança?

Aí ela teve a ideia:

Cria um perfil no Insta e escreve histórias curtas que terias vontade de ler.

A mãe tem 87 anos e é assídua nas redes sociais, entende do mundo digital e dos algoritmos.

Talvez essas histórias – ela continuou – façam bem para outras pessoas.

Ela também é uma metralhadora de frases certeiras: – Se precisas dizer algo, diz; porque algumas coisas não ditas, acumuladas dentro da gente, são capazes de nos adoecer.

Então aconteceu tudo ao mesmo. Eliza, minha companheira de vida, saiu de um emprego onde estava havia 20 anos para realizar um sonho antigo: ser padeira. Criou o Insta da padaria e pediu para que eu escrevesse histórias gastronômicas. Os posts repercutiram.

Na África, o querido amigo Felipe Lenhart idealizou o perfil @cartasdapandemia com uma ideia simples e genial: em vez de textos na legenda, ele os escreve em três telas, um carrossel literário. Copiei esse formato e, estimulado pela ideia da mãe e pela repercussão no Insta da Eliza, coloquei no ar as Crônicas Amarelas.

O perfil amarelo nasceu, cresceu e se tornou a comunidade do afeto, onde a esperança corre solta pelas ruas. Uma comunidade que celebra as crianças curiosas, os adultos estranhos, os velhos sábios.

A partir daí começou a pressão da mãe: “Seleciona as melhores histórias, Fernando, publica um livro, não perde essa oportunidade, escuta o que eu tô te dizendo”. Com o passar do tempo, para evitar confusão, tornei-me um filho obediente.

Agora vem a boa notícia, um capítulo importante dessa jornada: a pressão materna vai acabar. Assinei um contrato com a Dois Por Quatro Editora que irá publicar as Crônicas Amarelas em livro. O lançamento está marcado para 19 de julho, às 19h19, em Florianópolis, na Associação Catarinense de Imprensa (ACI) – Casa do Jornalista. Tu vens?

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Crônicas Amarelas, Histórias que abraçam

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